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Akitas by Marcos Sollero - Criação artesanal da raça Akita Inu.



Caminheiro, à sombra das árvores e sobre pedras, crio akitas...


Não tenho certezas...

Na jornada pelos caminhos da vida, se algo aprendi, é partilhar o pão e o vinho, as alegrias e as tristezas, as dúvidas e as experiências. Quem quer que seja, não sou melhor – ou pior – talvez, apenas, tenha mais cicatrizes.

Comecei e recomecei a criar akitas tendo por base a mesma linhagem, que remonta aos primeiros exemplares importados do Japão, aliando-a à daqueles importados nos últimos anos e que atendem às minhas expectativas, tudo à procura de realizar o impossível sonho de criar o akita perfeito.

“O que exponho, é um ato de fé: o testemunho de um peregrino... com vívidas recordações, na mente e em suas doloridas juntas. É também uma celebração da sobrevivência e o reconhecimento de inúmeros dons que a tornaram possível...”

Possuo akitas desde os idos de 1993/1994. Tinha referências da raça e comprei um filhote. Não pensava em criação mas foi um passo natural - veio uma fêmea, para fazer companhia ao primeiro, e depois outra. Resolvi fazer uma criação séria e abri um canil.

Mal sabia onde estava me metendo – criação séria envolve muito mais do que simplesmente tirar ninhadas e registrá-las. É preciso estudar, trabalhar, ter paciência e disposição para recomeçar quando tudo dá errado – e não foram poucas as vezes que isso aconteceu.

Reconheço que ainda tenho muito que aprender. Apesar dos tropeços, encontro uma grande satisfação em verificar que meu plano de criação está dando certo, mesmo constatando que o caminho que escolhi é diferente e bem próprio. Quando olho a Mitiko, Hanna-itchi, Quasar, Ya-mato e outros exemplares oriundos do meu canil, vejo que já consegui algum resultado.

Em 2010, tive sérios problemas de saúde que obrigaram a me afastar da cinofilia por cerca de 6 anos.

Perdi todas as matrizes e tive que recomeçar... mais uma vez, recomeçar - "Navegar é preciso, viver, não é preciso" (Camões - referido por Chico Buarque de Holanda na peça "Calabar, o elogio da traição")

“A peregrinação ainda não terminou...”

A subida ao alto da montanha é difícil, dura, longa e não sei o que vem depois, na descida aos vales profundos e sombrios. Apenas sei que existe algo que tenho de descobrir sozinho.

“Por incrível que pareça, não sinto medo. Aceitara, há muito, que uma profissão de fé é uma confissão de não ter conhecimento de nada.”

“Se minha verdade for provada loucura, então que assim seja.”
(Moris West – “No alto da montanha”)

FILIADO:
CBKC - Confederação Brasileira de Cinofilia